Desdobramentos

Entries from November 2008

Cinema e montagem: “Bonnie e Clyde”

November 11, 2008 · Leave a Comment


Bonnie e Clyde (Bonnie and Clyde, Arthur Penn, EUA, 1967)

Da montadora Dede Alen, a mesma de Serpico, Um dia de Cão e o Clube dos Cinco (!!!). Hollywood, por incrível que pareça, tem tradição de montadoras e Dede Alen é uma delas, ao lado, entre outras, de Verna Fields (Jaws), Sally Menke (Pulp Fiction) e Thelma Schoonmacher (Touro Indomável, Os Infiltrados)

Libertanto-de do cânone, a decupagem/montagem de ação começa a ganhar contornos reconhecíveis.

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Cinema e montagem: “All tha jazz”

November 11, 2008 · Leave a Comment


(Infelizmente, quem colocou isso no YT cometeu a idiotice de “editar” trechos sensacionais do filme. Está aqui por falta de referência melhor, mas recomendo MUITO ver o filme)

O show deve continuar (All that jazz, Bob Fosse, EUA, 1979)
Com o saudosíssimo Roy Scheider
Oscar de melhor montagem para Alan Heim (Network, 1976)

Excelente artigo de Eduardo Valente sobre o filme.

Um verdadeiro divisor de águas no cinema americano.

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Da série cinema canônico e montagem: “Matar ou Morrer”

November 11, 2008 · Leave a Comment

Algumas indicações de filmes cuja montagem/linguagem é particularmente elucidativa sobre o cinema canônico (nem que seja como negação deste). 



 

Matar ou Morrer (High Noon, 1952, Fred Zinnemann)
Com Gary Cooper, Grace Kelly, Lloyd Bridges
Oscar de melhor montagem (entre outros): Elmo Williams ( de 20000 léguas submarinas)

Auge da linguagem canônica, verdadeira aula de decupagem e montagem para criar o efeito “janela para o mundo”. O uso da “montagem paralela” é absolutamente fundamental para criar a crescente tensão pela chegada do bandido. Reparem como é a montagem que cria o espaço/tempo: na cena em que a noiva e a prostituta estão deixando a cidade e passam na frente do xerife, é possível perceber como o movimento na verdade se sobrepõe: entre os planos dele e delas, há sempre uma repetição do movimento que, no entanto, tendemos a ler como um movimento contínuo. É um ótimo exemplo de como o cânone constrói a continuidade/linearidade a partir de fragmentos, sempre com uma certa ajudinha do nosso olhar.

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