Desdobramentos

Entries categorized as ‘cinema’

Early Cinema 101

September 9, 2009 · Leave a Comment

É impressionante o que se consegue achar na internet sobre Primeiro Cinema. Levando em consideração que esta que vos escreve passou uns bons 10 anos estudando tais filmes apenas por sua descrição em livros, chega a ser emocionante poder ir reconstruindo a História do Cinema de link em link. Abaixo, alguns marcos da história do cinema, experiência OBRIGATÓRIA para quem está começando:


Grandma’s reading glass, 1900
Uma primeira estrutura de olhar-coisa olhada, ponto de vista, close up, ainda justificada pela máscara/lente


Stop Thief! 1901
Um dos primeiros “filmes de perseguição”, ainda sem a regra de eixo de direção de movimento.


Life of an American Fireman, 1903
Uma das primeiras tentativas de montagem paralela, ainda tateante.


The Great Train Robbery, Edwin S. Porter, 1903
A linguagem já começa a se sistematizar: montagem paralela, planos de detalhe, campo/contracampo. Mas… onde colocar aquele close up frontal no final???

(E já que estou linkando: um bom verbete da wikipédia sobre história do cinema. Como tudo na wikipédia, serve para referência geral, na melhor das hipóteses)

Categories: Edição I · cinema · montagem

Final Cut Studio in action

August 29, 2009 · Leave a Comment

São peças de propaganda, é sempre bom ter em mente, mas eu acho que há sempre algo bom em ver o Walter Murch trabalhando, sobretudo para quem está começando. Se a Apple não fosse tão conservadora, nos deixaria baixar os vídeos, mas… Dever de casa obrigatório aos alunos do Edição I, viu, moçada?

Categories: montagem

Cannes 2009

May 23, 2009 · Leave a Comment

Melhor cobertura de Cannes tá sendo a do Kleber Mendonça Filho (o do Vinil Verde!) no seu Cinemascópio. Além da análise in loco e das críticas, tem algumas imagens ge-ni-ais, como esta (Jean Pierre Léaud e Tsai Min Liang)

Categories: cinema

Ação e Dispersão

April 16, 2009 · Leave a Comment

Cezar Migliorin

Categories: cinema

Cinema e montagem: “Bonnie e Clyde”

November 11, 2008 · Leave a Comment


Bonnie e Clyde (Bonnie and Clyde, Arthur Penn, EUA, 1967)

Da montadora Dede Alen, a mesma de Serpico, Um dia de Cão e o Clube dos Cinco (!!!). Hollywood, por incrível que pareça, tem tradição de montadoras e Dede Alen é uma delas, ao lado, entre outras, de Verna Fields (Jaws), Sally Menke (Pulp Fiction) e Thelma Schoonmacher (Touro Indomável, Os Infiltrados)

Libertanto-de do cânone, a decupagem/montagem de ação começa a ganhar contornos reconhecíveis.

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Cinema e montagem: “All tha jazz”

November 11, 2008 · Leave a Comment


(Infelizmente, quem colocou isso no YT cometeu a idiotice de “editar” trechos sensacionais do filme. Está aqui por falta de referência melhor, mas recomendo MUITO ver o filme)

O show deve continuar (All that jazz, Bob Fosse, EUA, 1979)
Com o saudosíssimo Roy Scheider
Oscar de melhor montagem para Alan Heim (Network, 1976)

Excelente artigo de Eduardo Valente sobre o filme.

Um verdadeiro divisor de águas no cinema americano.

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Da série cinema canônico e montagem: “Matar ou Morrer”

November 11, 2008 · Leave a Comment

Algumas indicações de filmes cuja montagem/linguagem é particularmente elucidativa sobre o cinema canônico (nem que seja como negação deste). 



 

Matar ou Morrer (High Noon, 1952, Fred Zinnemann)
Com Gary Cooper, Grace Kelly, Lloyd Bridges
Oscar de melhor montagem (entre outros): Elmo Williams ( de 20000 léguas submarinas)

Auge da linguagem canônica, verdadeira aula de decupagem e montagem para criar o efeito “janela para o mundo”. O uso da “montagem paralela” é absolutamente fundamental para criar a crescente tensão pela chegada do bandido. Reparem como é a montagem que cria o espaço/tempo: na cena em que a noiva e a prostituta estão deixando a cidade e passam na frente do xerife, é possível perceber como o movimento na verdade se sobrepõe: entre os planos dele e delas, há sempre uma repetição do movimento que, no entanto, tendemos a ler como um movimento contínuo. É um ótimo exemplo de como o cânone constrói a continuidade/linearidade a partir de fragmentos, sempre com uma certa ajudinha do nosso olhar.

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Narrativa vs. Jogabilidade — um novo round

July 4, 2008 · Leave a Comment

Isso é pra gente aprender que a História é tudo, menos linear. Quando eu tinha certeza de que o caminho mais promissor para os games narrativos eram os chamados “open world games” ou “sandbox games”, dos quais o GTA é o grande emblema, eis que uma nova leva de defensores (gamers, jornalistas e pesquisadores) toma a posição contrária e, usando GTA IV e Metal Gear Solid 4, entre outros, como ponto de partida, começa a questionar essa narrativa de mundos abertos. Bom, na verdade, a polêmica está criada, porque, enquanto alguns defendem a narrativa que emerge do gameplay, outros voltam a dizer que não há nada de errado com longas seqüências não-jogáveis entrecortando o game, contanto que elas sejam boas (boas como filme, bem entendido).

De um  lado do ring, defendendo a narrativa como narrativa nos games: Chris Kohler, da Wired, e Geoffrey Long, do Gambit/MIT. Do outro, odiando ter que largar o controle e achando que a narrativa tem que emergir do próprio jogo (como eu defendo há anos — e o Roger concorda comigo): Justin Marks, na Game Set Watch, e, bom, acho, Ben Fritz, da Variety. 

Como são textos jornalísticos, não se vai muito a fundo nas questões, mas dá pra pescar pelo menos dois pontos importantes, que recoloco aqui: 1) talvez de fato haja espaço para a diversidade e os híbridos game-cinema, com suas longas seqüências não-jogáveis, não sejam coisa do passado; ao contrário, talvez devam crescer nos próximos anos, aproveitando o potencial gráfico dos novos consoles (e alguma maturidade na relação roteiro cinema-game); 2) a forma dos open-world games talvez precise ser repensada, depois do estrondo causado na nossa sensibilidade pela franquia GTA e seus congêneres; talvez não baste ser um mundo aberto, o caminho narrativo precisa ser amadurecido (mas, enfim, eu também já disse isso: better autonomous characters!).

Olha, eu queria muito, mas muito mesmo achar uma Game House que tivesse um PS3 ou um Xbox360 para poder jogar o GTA IV. Esta vida de pesquisador brasileiro é sofrida, mesmo… Me resta tentar reerguer o lab do CS:Games, mas isso só depois da tese…

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Cinema + Game

June 22, 2008 · Leave a Comment

Textim do blog de games da Wired sobre os intermináveis trechos de vídeo não-interativo do recém-lançado e hiper-hypado Metal Gear Solid 4. Para minha surpresa — e de todos, inclusive de Kohler, o autor do texto/post — os tais trechos ‘cinemáticos’ não transformam o jogo num pé-no-saco, porque são muito bem feitos. O texto/post também aponta para uma crítica sobre o GTA IV na seção de crítica de cinema Rolling Stone americana, referindo-se ao game como “o melhor filme do verão americano” (!!!) versus, por exemplo, The Happening e O Incrível Hulk.

Esta pobre (em todos os sentidos) blogueira-doutoranda se ressente de não ter os quase 3 mil dinheiros necessários para comprar um Playstation 3 em terras tupiniquins e, portanto, ainda não poder comprovar na prática — literalmente — o que esses dois moços escrevem. Ah, como é triste a vida de um pesquisador brasileiro…

Mas, enfim, pobreza à parte, questões surgem a toda velocidade. A primeira é: jura? A coisa que a grande maioria dos jogadores mais abominam com todas as suas forças — mesmo aqueles que, como eu, defendem a narrativa no game — são seqüências não-jogáveis no meio de um game. E eu, particularmente, mesmo defendendo a narrativa for a living, já falei que não acho que o caminho da narrativa seja por aí. Alás, acabei de dar um curso sobre o assunto na UFC onde reafirmei esse ponto. Daí que fiquei encafifada: o cara tá falando sério ou está dourando a pílula? Só vendo/jogando pra descobrir…

In the meantime, vou tentar produzir um textinho sobre o tema…

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