Um Grupo de Pesquisa com seu próprio webseriado. Inda vai? E agora lá vou eu tentar arranjar tempo e inspiração para mais um artigo… III Simpósio Nacional da ABCiber, CFP aberto até 12/10. Trabalha, cabecinha, trabalha…
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É impressionante o que se consegue achar na internet sobre Primeiro Cinema. Levando em consideração que esta que vos escreve passou uns bons 10 anos estudando tais filmes apenas por sua descrição em livros, chega a ser emocionante poder ir reconstruindo a História do Cinema de link em link. Abaixo, alguns marcos da história do cinema, experiência OBRIGATÓRIA para quem está começando:
Grandma’s reading glass, 1900
Uma primeira estrutura de olhar-coisa olhada, ponto de vista, close up, ainda justificada pela máscara/lente
Stop Thief! 1901
Um dos primeiros “filmes de perseguição”, ainda sem a regra de eixo de direção de movimento.
Life of an American Fireman, 1903
Uma das primeiras tentativas de montagem paralela, ainda tateante.
The Great Train Robbery, Edwin S. Porter, 1903
A linguagem já começa a se sistematizar: montagem paralela, planos de detalhe, campo/contracampo. Mas… onde colocar aquele close up frontal no final???
(E já que estou linkando: um bom verbete da wikipédia sobre história do cinema. Como tudo na wikipédia, serve para referência geral, na melhor das hipóteses)
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Hihihihi…
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Intercom 2009 – Live!* Tá bombando o GP de Cibercultura! Cobertura ao vivo em tweets em #gpciber! O trabalho do pessoal da UERJ, liderado pela profa. Fátima Régis, me deixou particularmente muito feliz: eles estão tentando fazer um mapeamento em nível mais “micro” das novas capacidades cogntivas exigidas por seriados como Heroes, em relação a seriados da década de 90 e 80, como Hulk. Essa análise esmiuçada é muito importante para confirmar intuições — ou não — e, no caso de confirmá-las (que parecer ser o atual), apontar o “como” e talvez até indicar os “porquês”. Por exemplo, estão esmiuçando as tais múltiplas linhas narrativas claramente perceptíveis em Heroes e Lost, mas também associando-as a capacidades de pensamento lógico e sociabilidade, via internet/redes sociais. Pesquisa promissora.
Os GPs e NPs fazem a excelência da Intercom, pois as pesquisas se desenvolvem sob o acompanhamento de grupos, muitas vezes com longa convivência, que exigem de seus pares critérios, fundamentação etc. O problema é você querer estar em 3 lugares ao mesmo tempo, pois os GTs se subdividem em 3 mesas, e aí tem um trabalho interessante numa, outro noutra… Sem contar os trabalhos interessantes noutros GTs!
* Bom, não foi bem live, porque eu tive que me concentrar no twitter…
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São peças de propaganda, é sempre bom ter em mente, mas eu acho que há sempre algo bom em ver o Walter Murch trabalhando, sobretudo para quem está começando. Se a Apple não fosse tão conservadora, nos deixaria baixar os vídeos, mas… Dever de casa obrigatório aos alunos do Edição I, viu, moçada?
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A colega Veronica Zammitto, argentina em pós-graduação na Simon Frasier University, de Vancouver, Canadá, está fazendo uma pesquisa sobre “personalidade e preferências dos gamers”, com o objetivo de “identificar quais aspectos dos games são mais apreciados e relacionar tais preferências a traços de personalidade”. Eu já fiz e estou curiosa para saber os resultados mais tarde.
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Acaba de ser lançado o número do Wi: Journal of Mobile Media sobre o Brasil. Parece interessantíssimo, com artigos de André Lemos, Lucas Bambozzi (amigo e colega, professor do Cisme), Lucia Santaella e Fernanda Bruno. Mon Dieu… é muita coisa (boa!) pra ler!!!
(Enquanto isso, finalmente instalei meu Wii e passei boa parte da tarde jogando Drum King — agradecimentos especialíssimos ao colega Roger Tavares, que emprestou o game! É bem legal, mas não se compara a Guitar Hero ou RockBand, só que tem a grande vantagem de não precisar os acessórios. Bom, vantagem & desvantagem… Amanhã ou em algum momento próximo, DDR e Wii Music!)
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Textinho ne-ces-sário do Francis Vogner na Cinética, sobre a “polêmica” em torno do Moscou.
E, de lambuja, depoimentos do Coutinho (entre outros) em vídeo.
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Textinho de Ricardo Musse (Cult, via blog Universidade pra quem?) muito esclarecedor sobre a universidade hoje (e, embora trate da universidade, cabe mais ainda no universo das faculdades privadas). O final é didático:
A crise atual da universidade, portanto, embora aparente ter sua fonte numa revivescência do “conflito das faculdades”, deriva antes de sua adequação às exigências de acumulação do capital. Movimento este intensificado por conta do abafamento do debate interno, da discussão pública e ainda da abdicação do poder decisório em favor da casta burocrática que administra a instituição segundo critérios empresariais, transmutando-a, na fórmula feliz de Marilena Chaui, numa “universidade de serviços e de resultados”.
As modificações nas três culturas, por sua vez, indicam que o conflito decisivo, o combate a ser travado não é mais entre razão científica, cultura literária e ciências humanas, mas sim entre esses saberes e a predominante lógica econômica que dita cada vez mais os rumos tanto da sociedade como da universidade.
Qualquer semelhança com certos abalos sísmicos sentidos esta semana é mera coincidência………….
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Pois eu tenho a impressão de que o Escorel lançou a polêmica crítica (?) sobre Moscou na piauí foi pra alavancar o filme — antes uma polêmica do que a completa incompreensão, no vazio, do que pode ser um “fracasso”, como diz KMF. Para meus queridos aluninhos do Cisme (oi, gente!): é fundamental ver o filme e ler a discussão.
Recomendo os textos do Cleber Eduardo, da Ilana Feldman e do Eduardo Valente, todos na Cinética, e mesmo o blog do Jean-Claude Bernardet (que mais joga idéias ao vento, hoje em dia, do que escreve uma crítica ou ensaio a partir do filme, como é o caso dos demais textos).
A questão da construção pela crítica de uma imagem que não corresponde ao objeto (ou de um culto vazio ao cineasta antes da própria obra) não vem de hoje, não se restringe (ou, no caso dos textos citados, não se aplica) a Coutinho e “Moscou” e não é sequer mais ou menos abraçada com coerência pelo texto do Escorel, a meu ver. Pros meus aluninhos, lanço a missão de assistir ao filme, para que continuemos a discussão sobre o “dispostivo”, o tempo todo atentos a sua falibilidade. O dispositivo não garante nada, o dispositivo é um começo, uma proposta, um colocar-em-jogo. Algo extremamente importante para compreendermos o audiovisual contemporâneo, mas também (por isso mesmo) prenhe de sua própria possibilidade de falência, em todos os sentidos. E “Moscou” pode, no meu entendimento, ser visto como o dispositivo rodando em falso — o que, percebam, não é necessariamente algo ruim (do mesmo modo que “Jogo de Cena” começa a partir de um dispositivo, mas é mais do que ele, “Moscou” pode apontar um dispositivo que patina, mas é mais do que isso!).
Boa volta às aulas!
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