Final Cut Studio in action

São peças de propaganda, é sempre bom ter em mente, mas eu acho que há sempre algo bom em ver o Walter Murch trabalhando, sobretudo para quem está começando. Se a Apple não fosse tão conservadora, nos deixaria baixar os vídeos, mas… Dever de casa obrigatório aos alunos do Edição I, viu, moçada?

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Pesquisa

A colega Veronica Zammitto, argentina em pós-graduação na Simon Frasier University, de Vancouver, Canadá, está fazendo uma pesquisa sobre “personalidade e preferências dos gamers”, com o objetivo de “identificar quais aspectos dos games são mais apreciados e relacionar tais preferências a traços de personalidade”. Eu já fiz e estou curiosa para saber os resultados mais tarde.

WI: JOURNAL OF MOBILE MEDIA

Acaba de ser lançado o número do Wi: Journal of Mobile Media sobre o Brasil. Parece interessantíssimo, com artigos de André Lemos, Lucas Bambozzi (amigo e colega, professor do Cisme), Lucia Santaella e Fernanda Bruno. Mon Dieu… é muita coisa (boa!) pra ler!!!

(Enquanto isso, finalmente instalei meu Wii e passei boa parte da tarde jogando Drum King — agradecimentos especialíssimos ao colega Roger Tavares, que emprestou o game! É bem legal, mas não se compara a Guitar Hero ou RockBand, só que tem a grande vantagem de não precisar os acessórios. Bom, vantagem & desvantagem… Amanhã ou em algum momento próximo, DDR e Wii Music!)

Universidade de resultados

Textinho de Ricardo Musse (Cult, via blog Universidade pra quem?) muito esclarecedor sobre a universidade hoje (e, embora trate da universidade, cabe mais ainda no universo das faculdades privadas). O final é didático:

A crise atual da universidade, portanto, embora aparente ter sua fonte numa revivescência do “conflito das faculdades”, deriva antes de sua adequação às exigências de acumulação do capital. Movimento este intensificado por conta do abafamento do debate interno, da discussão pública e ainda da abdicação do poder decisório em favor da casta burocrática que administra a instituição segundo critérios empresariais, transmutando-a, na fórmula feliz de Marilena Chaui, numa “universidade de serviços e de resultados”.

As modificações nas três culturas, por sua vez, indicam que o conflito decisivo, o combate a ser travado não é mais entre razão científica, cultura literária e ciências humanas, mas sim entre esses saberes e a predominante lógica econômica que dita cada vez mais os rumos tanto da sociedade como da universidade.

Qualquer semelhança com certos abalos sísmicos sentidos esta semana é mera coincidência………….

Moscou

Pois eu tenho a impressão de que o Escorel lançou a polêmica crítica (?) sobre Moscou na piauí foi pra alavancar o filme — antes uma polêmica do que a completa incompreensão, no vazio, do que pode ser um “fracasso”, como diz KMF. Para meus queridos aluninhos do Cisme (oi, gente!): é fundamental ver o filme e ler a discussão.

Recomendo os textos do Cleber Eduardo, da Ilana Feldman e do Eduardo Valente, todos na Cinética,  e mesmo o blog do Jean-Claude Bernardet (que mais joga idéias ao vento, hoje em dia, do que escreve uma crítica ou ensaio a partir do filme, como é o caso dos demais textos). 

A questão da construção pela crítica de uma imagem que não corresponde ao objeto (ou de um culto vazio ao cineasta antes da própria obra) não vem de hoje, não se restringe (ou, no caso dos textos citados, não se aplica) a Coutinho e “Moscou” e não é sequer mais ou menos abraçada com coerência pelo texto do Escorel, a meu ver. Pros meus aluninhos, lanço a missão de assistir ao filme, para que continuemos a discussão sobre o “dispostivo”, o tempo todo atentos a sua falibilidade. O dispositivo não garante nada, o dispositivo é um começo, uma proposta, um colocar-em-jogo. Algo extremamente importante para compreendermos o audiovisual contemporâneo, mas também (por isso mesmo) prenhe de sua própria possibilidade de falência, em todos os sentidos. E “Moscou” pode, no meu entendimento, ser visto como o dispositivo rodando em falso — o que, percebam, não é necessariamente algo ruim (do mesmo modo que “Jogo de Cena” começa a partir de um dispositivo, mas é mais do que ele, “Moscou” pode apontar um dispositivo que patina, mas é mais do que isso!).

Boa volta às aulas!