Exercício para postar no blog

Como explicado em sala de aula, para a semana que vem, peço que exemplifiquem os conceitos de affordance e Umwelt através de vídeos de games, explicando os conceitos a partir dos exemplos escolhidos (ou seja, nada de apenas colocar o vídeo no blog, eu quero explicações de como e por quê aquele vídeo exemplifica os conceitos). Para isso, é preciso ler o texto, obviamente.

(Para quem se interessou pelo conceito de Umwelt e quiser ler um pouco mais, recomendo o texto de Thure von Uexküll, filho do autor do conceito, “A teoria do Umwelt de Jacob von Uexküll”. Esse é o que tem a descrição do “ciclo do carrapato” a que me referi hoje em sala de aula. Mas – DISCLAIMER – é um texto trabalhoso, tem que ser lido por quem tá interessado, com calma e tempo para os conceitos se sedimentarem.)

Para quem ficou curioso com os games que demonstrei em sala, alguns links: Braid, de Jonathan Blow, Passage, de Jason Roher, e Brain Damage, de Stephen Lavelle. Todos passíveis de serem analisados como exemplo dos conceitos expostos no texto.

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Retórica procedimental e outros

Alguns materiais de apoio à aula de hoje pro curso de roteiro/3º semestre (e pro pessoal do Bacharelado, Multimídia e Hipermídia):

• um post do colega João Mattar sobre “retórica procedimental” e o livro Persuasive Games, do Ian Bogost (autor, entre outros, do satírico Cow Clicker, um jogo de Facebook que sacaneia os jogos de Facebook, o que ele desenvolve – verbalmente – aqui*).

• o 1º capítulo do livro (justamente o que explica a “retórica procedimental”) está online (em inglês apenas);

• O Game of Life pode ser jogado online;

Neste post tem uma lista de games a serem jogados (logo, possível material de análise para os trabalhos);

• Meu texto também fala de alguns conceitos tratados nas últimas aulas;

* Cada santa vez que leio o que esse moço Bogost escreve eu concluo que ele precisava ler um Fucôzinho básico. Mon Dieu…

Exercício para postar no blog

Como explicado em sala de aula, para a semana que vem, peço que exemplifiquem os conceitos de affordance e Umwelt através de vídeos de games, explicando os conceitos a partir dos exemplos escolhidos (ou seja, nada de apenas colocar o vídeo no blog, eu quero explicações de como e por quê aquele vídeo exemplifica os conceitos). Para isso, é preciso ler o texto, obviamente.

(Para quem se interessou pelo conceito de Umwelt e quiser ler um pouco mais, recomendo o texto de Thure von Uexküll, filho do autor do conceito, “A teoria do Umwelt de Jacob von Uexküll”. Esse é o que tem a descrição do “ciclo do carrapato” a que me referi hoje em sala de aula. Mas – DISCLAIMER – é um texto trabalhoso, tem que ser lido por quem tá interessado, com calma e tempo para os conceitos se sedimentarem.)

Para quem ficou curioso com os games que demonstrei em sala, alguns links: Braid, de Jonathan Blow, Passage, de Jason Roher, e Brain Damage, de Stephen Lavelle. Todos passíveis de serem analisados como exemplo dos conceitos expostos no texto.

Bibliografia

O professor e pesquisador Carlos D’Andrea reuniu links para algumas bibliografias sobre, entre outras coisas, novas mídias/convergência, que podem ser úteis a todos nós. (Não esqueçam que, neste blog, há também uma abinha com títulos diversos utilizados por esta pesquisadora — aprender a fazer pesquisa bibliográfica, no mundo contemporâneo, é essencial para se pesquisar. Quem, como eu, viveu um tempo em que o acesso às obras — livros, filmes e outros — era limitadíssimo, sabe reconhecer que a abundância também apresenta problemas. De outra ordem, mas apresenta. Mas há que clicar sem medo! De link em link, descobrem-se preciosidades!) (Via @alexprimo).

Resoluções de começo de ano

Nada como o marco simbólico chamado “começo do ano” para nos predispor à organização da rotina por vir… Este semestre, a professorinha aqui deve ministrar “apenas” três disciplinas, então, há grandes esperanças de que o tempo dê para alguma coisa além de preparar aula, dar aula, ir e voltar da aula (comer & dormir é para os fracos!).

Para isso, minha intuição diz que preciso me organizar melhor (mas sem cair na falácia da “eficiência”) e, daí, intuo que este blog deveria funcionar como causa e sintoma disso… Work-in-progress, ladies and gentleman (e não é sempre?)

Bom, mas para começar o ano de mansinho (ainda tecnicamente nas férias), um dia sem praia e começando com uma boa leitura: “A Sign is What?A DIALOGUE BETWEEN A SEMIOTISTAND A WOULD-BE REALIST”, um texto teórico em forma dramática, de John Deely (aqui tem a versão encenada dele). A súbita urgência de recapitulação de fundamentos semióticos surgiu de uma discussão na lista de discussões da Digra, que trouxe à tona a referida disciplina em suas cores mais desgastadas — e aí eu tive que intervir. (À guisa de organização: propor paper sobre games e semiótica a alguma alma vagando do falecido CS:Games.)

Um texto delicioso (conquanto complexo e, mesmoque Deely se esforce e a forma dramática ajude, ainda árido, pela natureza da matéria) e definitivo (er, dizer isso contraria o que o texto diz, mas, enfim…) sobre a natureza do signo. Mais ainda, um texto que me acalentou, ao sedimentar a semiótica como âncora epistemológia (e de mundividência, para usar os temos do Jorge Albuquerque), antes e muito além do que apenas como (irgh!) metodologia ou algo do gênero. Ou seja: a importância da semiótica não é categorizar as coisas como “símbolo”, “ícone”, “índice” ou quais outra das inúmeras categorizações (a que minha querida mestra Lucrécia Ferrara uma vez batizou de “incontinência taxonômica”, rs), mas sim de compreender a natureza necessariamente construída da nossa percepção, sem cair nem no subjetivismo, nem num realismo ingênuo.

Mais daqui a pouco, que a vida mundana me chama…

Well Played 1.0 + Eludamos + GameStudies

Novo ebook sobre games: Well Played 1.0: Video Game, Value and Meaning (download gratuito). Não li ainda, mas há household names, como Mia Consalvo, James Paul Gee, então não deve fazer mal dar uma olhada. Ah, dá pra ter acesso aos capítulos individuais em html aqui

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Novo número da Eludamos, também com Mia Consalvo e outros.

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E ainda, novo número da GameStudies.org, edição comemorativa de 10 anos (!!!) (mas me atrai cada vez menos a revistinha dos ludologistas…).

Duas leituras

Duas leituras desta tarde (com muito atraso, aliás): Mutações contemporâneas, de Peter Pál Pelbart e Igualdade Dissensual:Democracia e biopolítica no documentário contemporâneo, do Cezar Migliorin. Ambas do projeto Estéticas de Biopolítica, hospedado e co-escrito por colaboradores da Cinética, como o próprio Migliorin e Ilana Feldman, além de vários outros autores. No site, é possível baixar as versões em .pdf, o que é muito bom (embora eu esteja entendendo que daqui a pouco não vou mais pode imprimir duas páginas de pdf por folha, sob pena de não conseguir ler…).

O mundano me chama, mas, antes de ir, duas ou três idéias: o texto do Cezar dialoga e vai além do seu já muito bom texto sobre o filme-dispositivo. Agamben, Deleuze, Foucault, Ranciére, Guattari… referências em princípio diferentes das minhas, mas, por isso mesmo, ressoam com a potência (democrática? política? resistente? tensionadora?) de um atropelamento. Não que sejam referências inéditas, mas me deixaram com duas vontades incríveis: 1) de pensar (com muita calma, nenhuma pressa e bastante sabor) um projeto de pós-doc sobre o esgarçamento da narrativa e/ou as interfaces corporais dos games e a sociedade de controle e, mais importante, 2) terminar minha tese sob essa inquietação de algo novo se formando em minha mente. E isso é tão bom (que inclusive justifica eu ter gongado a praia pelo quarto dia consecutivo, em nome de ler, ruminar, pensar, mas não somente).

Recomendo MUITO as duas leituras.