Primeiro Cinema

Abaixo, alguns marcos da história do cinema, referência dos procedimentos de linguagem de que falamos na 1ª aula:


Grandma’s reading glass, 1900
Uma primeira estrutura de olhar-coisa olhada, ponto de vista, close up, ainda justificada pela máscara/lente


Stop Thief! 1901
Um dos primeiros “filmes de perseguição”, ainda sem a regra de eixo de direção de movimento.


Life of an American Fireman, 1903
Uma das primeiras tentativas de montagem paralela, ainda tateante.


The Great Train Robbery, Edwin S. Porter, 1903
A linguagem já começa a se sistematizar: montagem paralela, planos de detalhe, campo/contracampo. Mas… onde colocar aquele close up frontal no final???


The Girl and her Trust, D.W. Griffith, 1912
O “grau zero” da linguagem já praticamente estabelecido.

 

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Inception in Real Time

Ou: da montagem paralela às multiplas janelas, mais que linguagem, uma outra possibilidade de compreensão narrativa. Eu tinha muita vontade de ver esse filme como camadas (numa estrutura que ultrapassasse a tela) e que representasse visualmente, como camadas visuais, as camadas da história-dentro-da-histórica #ficaadica para quem quiser fazer em html5 😉

Mauro Alice

Faleceu anteontem em São Paulo o montador brasileiro Mauro Alice. Aos 85 anos, um dos grandes nomes do ofício, Alice tem em seu currículo filmes como “Carandiru” e “O beijo de Mulher Aranha”, ambos de Hector Babenco, entre muitos, muitos outros. A biografia do montador está disponível para download gratuito oficial aqui (na página da Imprensa Oficial/Coleção Aplauso) e aqui uma bela entrevista com ele pela Andrea Ormond. Esta blogueira presta sua humilde homenagem ao mestre…

Espaços cada vez mais impossíveis

Já faz quase 1 ano que meu aluno Gabriel Xavier foi “picado com o vírus” de criar “espaços impossíveis”, ou seja, espaços que não podem existir no mundo real, mas que, com boa decupagem (e no caso dos trabalhos posteriores, efeitos de finalização, mas nada muito complexo), tornam-se completamente verossímeis e muito interessantes. Bom, a disciplina acabou, mas o Gabriel continua construindo espaços cada vez mais impossíveis, adotando como marca a multiplicação dos Gabrieis – na frente e atrás das câmeras, aliás.

Usando apenas a si mesmo, câmera/tripe (este, MUITO importante), Final Cut e (suspeito) After Effects, neste vídeo, ele elimina um monte de seus próprios clones, dá um show de decupagem, interpretação e edição e me deixa muito feliz de ter plantado esta semente de puro amor à linguagem audiovisual.

Gabriel tá convidado a explicar às turmas de edição I o making of de seu último “espaço impossível”.

Livros sobre montagem

Moçadinha do Edição I: estou em processo de colocar nosso plano de curso online. Enquanto isso, aproveito para já colocar aqui alguns livros importantes sobre montagem:

The tecnique of film and video editing: history, theory , practice – Ken Dancynger. pdf

Estética da Montagem – Vincent Amiel.

The Focal Easy Guide to Final Cut Pro 6 – Rick Young. pdf

The technique of film editing – Karel Reisz e Gavin Miller (talvez o mais clássicos livros de montagem para o cinema narrativo).

(em construção)

Primeiro Cinema

Mais material de Primeiro Cinema discutido na aula de hoje:


The policemen’s little run, 1907 – filme de perseguição (chase movie) – contigüidade espacial


The gay shoe clerk, 1903 (Edwin S. Porter/Edison)- close up – olhar/coisa olhada


Le cheval emballé, 1907 (Pathé) – montagem de ações paralelas (cross-cutting)